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22 de mai. de 2013

E a cirurgia da Beatriz foi... um sucesso!!!



Sim, o resultado foi maravilhoso, melhor do que o esperado e tudo que nós desejávamos. Dois dias depois ela falou ‘papai’ pela primeira vez. Nenhuma palavra dita antes pelas meninas foi tão emocionante quanto essa. Nem a primeira, nem ‘mamãe’. Não pelo significado estrito da palavra. ‘Papai’* foi a palavra da superação, da vitória, da permissão de um futuro normal e digno para a minha filha, para as minhas filhas, para nós todos.


E depois veio ‘vovó’ e não ‘bobó’, ‘pato’ e não ‘akto’... e todo um universo de palavras maravilhosas de se ouvir. Veio também a imitação entre as duas, agora não temos mais a Carol que fala como um bebê normal e não tem outro bebê para imitar, agora temos dois bebês com fala normal que se imitam, se entendem, se corrigem (quem tem gêmeos provavelmente sabe do que estou falando).


Mas temos algo que eu nem imaginei que não tínhamos. Temos duas filhas felizes. A felicidade das duas está interligada (é mágico, e angustiante tendo agora minha experiência). A Beatriz era infeliz por não conseguir falar e a Carol era infeliz por sua irmã não conseguir falar. Não era algo que eu tinha notado ANTES da cirurgia. Notamos todos DEPOIS da cirurgia. Virou assunto de conversa e de observação entre a família. A Bê se libertou, se tornou uma criança mais leve, segura, risonha. FELIZ. Hoje ela gargalha, ela vem correndo e sorrindo, nos enche de beijos... ela era bem retraída, ria baixinho... É impossível não associar a felicidade dela(s) com o resultado da cirurgia, junto com ‘papai’ vieram as gargalhadas. Não era um traço da personalidade dela, era um traço da limitação dela. Como pode um bebê sofrer assim? Mas pode, eu sei, eu vi, eu chorei de tristeza por perceber isso e sorrio cada dia mais por saber que isso é passado. E torço para que essa memória vá-se embora junto com o abençoado esquecimento infantil.


Tem tantas coisas que eu gostaria de comentar sobre a cirurgia... detalhes técnicos do pré e do pós-operatório... como ela reagiu, como nós reagimos... a alimentação, o dengo... o ‘sumiço’ das disfunções de fala... Mas quem sabe em outro momento? Eu demorei MESES para dar esse retorno, talvez uma hora eu pare e escreva exatamente sobre a nossa experiência.


Eu lamento, do mais profundo possível do meu coração, não termos descoberto a fissura de palato antes. Certas dificuldades teriam sido superadas mais facilmente, outras teriam ao menos sido explicadas, determinados sofrimentos não teriam existido... Mas agradeço todos os dias por termos descoberto a tempo de corrigir com a possibilidade de não haver sequelas. Pela Gisela, fono do CRAID, por ter surgido nas nossas vidas, por ter desconfiado mesmo sem saber reconhecer fissuras de palato submucosa. Pela Mônica, dona do Blog Pequenos Guerreiros, por ter postado sobre o CRAID, por manter o blog, por acreditar que pode fazer a diferença e POR TER FEITO. Pelo trabalho sem igual do Dr. Marco Aurélio Gamborgi, cirurgião plástico, que entregou à minha filha a FELICIDADE. Pela vida, por ter me ensinado o que é amor, o que é superação, o que é comemorá-la dia após dia. Por todos que acreditaram, que torceram.


E vamos superando, passo a passo. O que não dá para mudar, adapta-se. O que dá para mudar, corrige-se. Com mais leveza. Com mais alegria. Com mais FELICIDADE.




*Porque a palavra ‘papai’? Pessoas com fissura de palato podem ou não ter disfunções de fala. A Beatriz tinha. Disfunção velo faríngea e articulação compensatória. ‘Papai’ foi a primeira palavra que ela disse normalmente depois da cirurgia.

Basicamente é isso: Conhecemos a disfunção velo faríngea como ser fanho, o ar sai pelo nariz, por conta da fissura a pessoa não consegue fazer ou ter pressão do ar na boca. Sons como do ‘p’ e do ‘v’ podem se tornar impossíveis de serem feitos. A Bê chamava o pai de ‘não mamãe’, de tanto dizermos à ela que era ‘papai e não mamãe’ (como muitos bebês ela chamava os dois de mamãe, isso é normal, chamam-se avós e outros cuidadores assim também). Ora, para bom entendedor de português (bebês filhos de falantes de português são ótimos), aquele ‘e’ na frase pode ser uma conjunção. Ela entendia como ‘filha, o nome dele é papai E não mamãe’ e não como ‘o nome dele é papai, não mamãe, como você vem falando’. Depois da cirurgia, quando ela finalmente conseguia falar como nós, não-fissurados, ela decidiu usar o outro nome dele, ‘papai’, como outras pessoas também falavam, inclusive a irmã gêmea.

Já a articulação compensatória é menos conhecida por nós mortais, provavelmente você já ouviu alguém falando assim, não entendeu patavinas do que ela disse, mas chegou à conclusão que ela tem algum problema. Deficientes auditivos e pessoas com fissura costumam ter essa disfunção. A fala sai com soquinhos e raspadinhos feitos pela garganta e entende-los pode ser muito difícil ou até mesmo impossível para quem não convive com a pessoa e até mesmo para os cuidadores habituais. Eu entendia algumas das palavras que a Bê falava, mas nem de longe todas. Talvez se ela continuasse com a disfunção em algum momento eu aprendesse o significado de cada barulhinho que ela fazia. Mas era extremamente frustrante. Para todos nós que convivemos com ela e particularmente, óbvio, para ela. Ela falava, falava, repetia e não entendíamos o que ela queria. Ela começou a falar cada vez menos, usar apenas palavras que conseguia falar (palavras com ‘m’, ‘n’ e vogais), apontar e gritar. Eu chorava pensando no futuro dela, em como ela iria lidar emocionalmente com essa dificuldade, em como as duas irmãs gêmeas iriam lidar com essa disfunção. Começamos a pensar seriamente em educa-las em casa o máximo possível, para não jogá-la tão cedo no mundo cruel das crianças na escola. Mas a cirurgia corrigiu isso também, imediatamente ela parou de fazer os barulhinhos. Ela fala ‘pato’ ao invés de ‘akto’. Fala ‘Caól’ ao invés de ‘Kagl” (para Carol).
 

2 de ago. de 2012

Uma coisa a menos, minha gente!

Hoje fomos fazer o deglutograma da Beatriz. Ok, não foi esse o nome que a fono usou, mas tenho certeza que são a mesma coisa. É um exame de raio-X contínuo ('filmando', imaginem uma ecografia, só que com raio-X). A idéia do exame é ver se a pessoa tem alguma má-formação ou alguma coisa impedindo ou dificultando a deglutição. A primeira fono em que levamos a Bê tinha pedido esse exame também, mas acabamos não conseguindo fazer. Tudo tem seu motivo! (já explico porque). A fono (carinhosamente chamada por mim de tia Gi) achava que a Beatriz podia ter alguma outra má-formação associada na garganta. Afinal quem tem uma, duas, três coisas, pode ter mais, né? Mas NÃO! Nossa princesinha não tem nenhuma má-formação na faringe, esôfago e estômago! (ou pelo menos nada que atrapalhe) Uhuuuuuu!!!! Depois de uma enxurrada de más notícias estávamos precisando de uma boa! Chorei dessa vez também, mas agora foi de alegria!

Em tempo: porque tudo tem seu motivo? Bem, essa fono havia dito que não costumava atender bebês, menos ainda com as dificuldades que a Bê apresenta. Se ela tivesse feito o exame eu acharia que tudo estava dentro dos conformes e talvez não tivesse procurado o CRAID, descoberto a fissura agora e tals. Porque ainda que a desculpa para ir lá tenha sido a recomendação de consultar um neuro com 1 ano, eu estava era doida atrás de um diagnóstico para o refluxo nasal. E sabia que o CRAID tinha fono... entenderam?

Depois da ex-ce-len-te notícia, tchau!

4 de jul. de 2012

Notícias Múltiplas 7

Oie pessoas! Mais de uma semana sem postar, tá na hora de... contar um monte de coisa, né?


Hoje tínhamos consulta com oftalmo e dentista. As meninas tiveram febre e eu não quis tirá-las às 6:30h da manhã de casa... afff uma hora eu consigo fazer a avaliação dos olhinhos da Bê e dos dentinhos da Carol...

*

A Carol começou oficialmente a andar! Dia 29 simplesmente não parava!!! rsss Mas ainda adora engatinhar... ainda mais se a Beatriz vai atrás dela! A bichinha sai que sai ligeira engatinhando!

*

Dia desses eu tentando fazer a Carol dormir e a menina era só se levantar e se jogar de barriga no travesseiro e dá-lhe gargalhadas! rssss

 *

Fomos ao Beto Carrero nesse fim de semana com as polaquetes! Que festa que foi! Amaram e se cansaram também, assim como nós, mas valeu muito a pena! Elas foram no zoológico, no carrossel, no pedalinho, no trenzinho e no elefantinho (aquele brinquedo que fica girando em círculos e as cabines sobem e descem) e passearam bastante de carrinho. 

Vamos elencar as top frases mais ouvidas?

1. Oh! Gêmeos! (umas 50 x rsss)
2. É, se um dá trabalho, imagina 2 (umas 20 x)
3. Tá sobrando? Dá um para mim!!! (umas 5 vezes, com direito a uma mulher a uns 20 m dando pulos e gritando... aff, nem olhei na direção, tenho vergonha alheia!)
4. Ai, como elas são fofas! Você tem que gravar um vídeo e colocar na internet! (uma mulher na praça de alimentação, depois de a gente ficar brincando delas darem beijinhos uma na outra) 

*

Estamos fazendo exercícios com a Bê que a fono recomendou, já começo a ver ela aceitando fazer alguma coisa. O mais engraçado é que eu tenho que fazer com a Carol também, que acha que é tudo brincadeira! 

*

Aliás, por falar em brincadeira, a vida sempre nos leva a caminhos interessantes quando menos esperamos. Amo ser blogueira e ficar entrando em fóruns e blogs, sempre tem algo maravilhoso atrás do próximo clique! A da vez foi um post sobre 'quarto montessoriano' que uma mãe me recomendou em um fórum. Além de amar a proposta e de ir de encontro com aquilo que hoje (no alto da minha experiência de 1 ano sendo mãe) acredito ser ideal para uma criança, eu já estava fazendo, meio sem querer, por intuição e instinto mesmo.

A idéia consiste em criar um quarto que seja um ambiente seguro e estimulante para o bebê, sem berço, com tapetes de tecido e EVA, espelho, figuras, cores. Absolutamente maravilhoso (deem uma olhadinha no link que eu coloquei ali em cima, é encantador). 

Bem, lá em casa nós volta e meia 'aposentamos' o quarto, cama e berços e vamos para a sala, dormir em colchões no chão. Os brinquedos estão ao alcance das meninas e nós também, é só elas acordarem e virem na nossa direção, engatinhando. Estou altamente tentada a erradicar os berços e por em prática essa idéia. Só falta convencer o Marcelo.

As meninas deitadas no colchonete na sala, com direito a tapete de EVA, tapete de tecido e brinquedos logo al

22 de jun. de 2012

Fissura de Palato Submucosa

Então pessoas, sempre que alguém me diz alguma coisa sobre as meninas, lá vou eu correr de pesquisar. Acho a ignorância ou a vontade de permanecer nela o pior dos malefícios. Informação é tudo! Faz a diferença, muda vidas ou altera rumos. Se eu não frequentasse blogs sobre prematuridade e em um desses blogs uma mãe maravilhosa não tivesse postado a informação da existência do CRAID, ainda que quando ela conheceu já não precisasse, não teríamos levado as bonequinhas lá e eu ficaria quanto mais tempo sem respostas e apoio???

Bem, eu já tinha insistido com a tia Eliane que queria porque queria levar a Beatriz em uma fono. Ela deu o encaminhamento e lá fomos nós em uma fono do plano de saúde. Dei todo o histórico da Bê e ela foi honesta, não costumava atender bebês, menos ainda com as reclamações com que chegamos e não sabia como lidar... Nos recomendou fazer um deglutograma, mas achou que não era nada demais. E que a Bê não precisava de acompanhamento. Claro que fiquei insatisfeita. Mas ia fazer o que? Pelo plano íamos ser encaminhadas à ela, no particular não dava... Guardei minha insatisfação e meu medo no fundo do coração e segui em frente. Quando tivemos a consulta com a equipe de terapia no CRAID uma luz surgiu no fim do túnel. Encontrei alguém que reconheceu nos sintomas da Beatriz algo de errado, como meu coração sempre GRITOU.

Parentesis: Nunca, nunca desejei que qualquer uma das duas apresentasse alguma disfunção. Sempre que desconfiei de algo alguém virava para mim e dizia "É normal" "Você está se preocupando à toa" "Pare de caçar problemas"... E até agora tudo com o que me preocupei vem se mostrando realmente algo fora do normal ou normal, mas que realmente existe. Exemplo: quando a Bê era pitica eu teimei que os pézinhos eram tortos. Lá veio a enxurrada dizendo que 'não! é normal! pés de bebês são assim!'. Bem, a fisio disse que os pézinhos dela são tortinhos, acha que não é nada demais, mas encaminhou para um ortopedista. E aí? Eu estava errada e paranóica? Não, né?

Então. Fui contando tudo que me lembrei sobre a Bê. A úvula mal formada, o refluxo nasal, a dificuldade de mamar, a dificuldade de mastigar, o retorno de pedaços de alimento pelo nariz, a dificuldade de comer com a colher. A fono fez uma análise da boquinha dela e confirmou a úvula mal formada, aparentemente hipoplásica. Pediu o deglutograma, que ela acompanha, no HC. Disse que vai dar prioridade para minha polaquete, portanto não vai demorar muito para fazermos o exame. E eu ouvi o título do post. Fissura de Palato Submucosa (FPSM). Não é um diagnóstico fechado, é uma suspeita e um início de investigação. Já marcamos um otorrino para uma avaliação do palato. E tendo ela ou não a fissura, precisa de acompanhamento semanal com a fono. Segundo ela a fala não parece a de um fissurado, mas a fenda pode ser pequena e não estar afetando a voz. Até que confirmemos ou descartemos, nada de mamar deitada, pois pessoas com FPSM podem não ter o canal para o ouvido fechado e apresentar otites de repetição. Se a Bê já teve otite foi assintomática. Preciso marcar logo uma audiometria, para avaliar a capacidade auditiva dela.

Óbeveo que fui futucar na internet sobre a FPSM. Dizer que não gostei do que vi é meia verdade. Gostar não gostei, mas foi assustador perceber que a pitiquinha apresenta vários sinais clássicos. A úvula, o refluxo nasal, a dificuldade para pegar o seio, a dificuldade com bicos de mamadeira, a dificuldade de engordar, a necessidade de arrotar diversas vezes durante a mamada, mamadas de duração muito longa (de até 40, 50 minutos), mamada longa e de menos leite do que o esperado para a idade, necessidade de mamar sentada para evitar o retorno de leite, dificuldade de comer pedaços, retorno de pedaços de comida pelo nariz. Ufa, acho que é isso.

E eu ainda enfiei o dedo na boquinha das duas para sentir o palato. O da Carol é abobadado, certinho. O da Bê eu senti um 'V' mole no meio do céu da boca... Aff... não sei se devia ter feito isso. A FPSM tem como outro sinal visual um 'V'... Aí lá vou ficar eu até o dia da consulta com o otorrino me sentindo uma doida tendo certeza do diagnóstico... 

E agora, nesse misto de alívio, medo, insegurança, estou me sentindo profundamente triste pelo sofrimento da minha filha e do meu, do pai, por tudo que estamos passando desde o nascimento. O quanto sofremos com o refluxo da Bê e com a pouca quantidade de mamá que ela ingeria e como seria diferente se alguém tivesse percebido antes... Se alguém tivesse qualquer experiência com FPSM... Ainda assim, se for confirmado, é cedo para o tratamento.

E... torcida para que não seja isso, minha gente! Que seja algo mais simples!!!

beijos a todos!

Olá!!! Que saudades!!!!

Pessoas, mil perdões. A vida está corrida! Vamos resumir o último mês?

Festa de aniversário: Foi tudo maravilhoso! As meninas estavam um pouco chatinhas, por conta de um resfriado com muita coriza e febre na semana anterior. Não aproveitaram muito, mas sem problemas, terão muuuuitos aniversários a comemorar e aproveitar!!! A emoção ficou por conta da presença massiva de avós. Três bisavôs e os 4 avós. Mais uma bisadrasta, duas vósdrastas e um vôdrasto. Ficaram faltando duas bisas e um vôdrasto. Confiram a foto!!!

Andar: Carol começou a dar seus lindos passinhos!!! Dia 11/06. Deu um passo para a mamãe. No dia seguinte um para ir de uma cadeira à outra. No sábado deu uns 6 passinhos para chegar na Beatriz. Caía, levantava, andava e caía de novo... rsss Mas chegou até a Bê! Percebemos que ela anda mais se ela não percebe o que está fazendo. Se pedirmos para andar ela trava e cai de bunda... Então a estimulação é ficar quietinho.... rsss A Beatriz aprendeu a se levantar sem apoio e já consegue ficar mais de um minuto paradinha sem ajuda. Daqui a pouco começa a andar também! A Carol levou umas boas duas semanas para dar seu primeiro passo depois de aprender a ficar sozinha em pé....

Desmame: demorou cerca de dois meses, com algumas recaídas, mas consegui desmamar a Carol. Ela já tinha passado algumas noites sem mamar no peito, quando dormia na casa da vó Margareth, acho que isso foi fundamental para ela não morrer sem mamar comigo... rsss O primeiro passo, na verdade, foi dado por um 'erro' da escolinha... Mandaram o bico de mamadeira errado para casa, o delas era o n°3 e enviaram o nº2. E não é que a menina mamou melhor no 2? Acho que no 3 ia muito leite e no peito não sai tanto leite assim... Fingi que não vi o 'erro' e fiquei com o bico em casa mais duas semanas... E a Carol começou a aceitar a mamadeira e a mamar muuuito bem! Agora já consegue mamar no bico 3, com um pouco de dificuldade, mas vai... E finalmente, no dia 11/06 eu ofereci o peito pela última vez. E levei uma bela de uma mordida! No dia 11 ela não mamou no peito para dormir, mas mamou de madrugada. No dia 12 eu resolvi que ela não iria receber o seio. Mamou bem na mamadeira e de madrugada aceitou a dedê também. Não reclamou nem nada. Pensei: uhuuuuu! vai ser uma maravilha! 
Não foi não... rssss as próximas 3 noites foram em difíceis.... ela chorava, se debatia, não queria dormir de jeito nenhum e me deu bailes de madrugada. Mas enfim deu certo! Já faz duas noites que ela dorme a noite inteira!!! Tá, ontem ela acordou, mas foi só abraçar ela que voltou a dormir! Para quem estava acordando de 1h em 1h para ficar chupetando no seio até 12 dias atrás, que avanço!!!

Consultas médicas: na pediatra não fomos nesse mês, só mês que vem. Fomos no CRAID para a primeira consulta com a equipe de terapia: fonoaudióloga, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. 

Carol: perfeito! Retorno em setembro, só para acompanhamento.

Beatriz: na parte motora fina e capacidade de brincar, tudo ok! Alívio geral da nação! rsssss Na parte de andar também, a estimulação em casa está surtindo efeito. A fisio só achou que os pézinhos viram um pouco para fora e encaminhou para um ortopedista, marcado para fins de julho. Mas disse não acreditar que seja algo grave ou mesmo que precise de correção. Ótimo, coração de mamãe aliviado. Já tinha teimado com esses pézinhos mas, como sempre, todo mundo me disse que era normal... Acompanhamento mensal na fisioterapia.
Já o retorno com a fono foi diferente... ela ficou realmente preocupada com a Bê... não gostou nada quando disse que ela tinha refluxo nasal e dificuldades de deglutição. Encaminhou minha pequena para um otorrino e com a fono vamos fazer um exame de raio-X (deglutograma, se não me engano) para avaliar a deglutição dela. A partir do histórico da Bê ela desconfiou de uma fenda palatina e agora é isso que vamos pesquisar. Mas o coração da mamãe aqui acha que pode ser realmente isso... Vou fazer um post especial sobre fissura de palato, para não encher muito aqui... O tratamento com a fono vai ser semanal. Eu sabia que não era paranóia minha. Realmente tinha algo com a minha Beatriz...

E por enquanto é isso gente... vou ver se consigo postar pelo menos uma vez por semana, senão não adianta ter blog, certo?

beijos!!!!







Carol no dia das mães


Beatriz no dia das mães


Ól e Bê com a mamãe!


Feliz aniversário das polaquetes ruivetes da mamãe e do papai


Coleção de avós!!!!

Ju, passe o mouse nas fotos... rssss

22 de mai. de 2012

Consultas de 1 ano

Bem, talvez nem todos saibam, mas bebezinhos fazem acompanhamento mensal até o 1º ano, depois o pediatra vai avaliar a peridiocidade das consultas. Aparentemente as meninas vão continuar com o acompanhamento mensal. Eu esqueci de perguntar para a tia Eliane, mas liguei para ela nessa semana e ela vai ver quando vai ser a consulta do mês que vem...

Mas porque elas vão continuar o acompanhamento mensal? Por vários motivos. O primeiro é que a Beatriz tem baixo peso, por ter sido PIG. E o acompanhamento mensal com a endocrino é fundamental. O segundo é que a Carol está na linha limite do peso, então não dá para ficar esperando 2 meses para ver se ela engordou ou emagreceu. O terceiro é que na consulta de 1 ano vimos que elas não tiveram uma evolução satisfatória nem no peso, nem na altura e nem no perímetro cefálico.

Prematuro é assim, alguns evoluem super bem, outros evoluem na margem, como elas. Pelo menos nesse quesito elas não estão ficando para trás. 

Agora, por conta do baixo crescimento das duas, fizemos uma bateria de exames, já comentei, né? Pois é. Saíram os resultados. Carol está com anemia e talvez com verminose (também, enfia tudo o que vê na boca...). Já os exames da Beatriz apontaram que o hormônio do crescimento (Somatomedina C) está abaixo dos valores de referência.

Para a Carol, ferro e vermífugo. E refazer os exames em um mês. Já a Beatriz o caso é diferente. A Eliane já havia comentado, desde a primeira consulta, que muito provavelmente ela teria o hormônio do crescimento abaixo do normal, por todo o histórico gestacional dela, artéria umbilical única, crescimento restrito, PIG, baixo ganho de peso depois de nascer... Mas por enquanto não há nada que se possa fazer. O tratamento só vai ser iniciado depois que ela fizer 2 anos. Aliás, é também para fazer o acompanhamento até lá e ver como ela se desenvolve... Vai que esse quadro se reverte.

 Tia Eliane com Beatriz

Tia Eliane com Carol

E semana passada, na sexta-feira, fomos ao CRAID - Centro Regional de Atendimento Integrado ao Deficiente. Ahn? Deficiente? É, além de crianças deficientes, eles atendem também crianças de risco, como prematuros ou aqueles que foram prematuros, afinal os resquícios da prematuridade podem ser duradouros. Fiquei sabendo pelo blog Prematuros - Projeto Pequenos Guerreiros, que sigo desde que elas nasceram e só tem me ajudado. 

Bem, no resumo de alta da UTIneo da Bê havia a indicação de consultar um neuropediatra com 1 ano para avaliar o desenvolvimento dela, por ser um bebezinho de risco, por ter nascido prematura. Eu já estava em desespero, como achar um neuro, lidar com a burocracia dos planos de saúde (temos dois, um do Marcelo e outro meu, para ter uma maior cobertura) e como arcar com os custos, já que nosso orçamento é bastante apertado? Como uma resposta para meu desespero, semana passada soube do CRAID. E é do SUS.
 
Liguei lá esperançosa da Beatriz poder ser atendida, afinal não tinha encaminhamento médico nem qualquer diagnóstico e nem ao menos sabia se a nossa renda não estava acima do permitido. Marquei um atendimento com a assistente social para sexta de manhã e nossa renda passou. Por serem gemelares a Carol também teve direito ao atendimento. Como a neuro tinha horário já fomos encaminhadas à ela.

Eu confesso que estava com medo de parecer uma mãe neurótica, com dois bebês saudáveis em um centro para crianças deficientes... Mas a coragem de uma mãe supera o medo, certo? Bem, para o meu espanto (e de certa forma felicidade por ter achado uma resposta), a Beatriz foi diagnosticada com ADPM - atraso do desenvolvimento psicomotor - atraso de fala e hipotonia facial. Ela foi encaminhada à fisioterapia, oftalmologia, fonoaudiologia e audiometria. Com a Carol está tudo certo, ainda assim a neuro pediu que ela passe pelos mesmos especialistas para descartar qualquer coisa. Essa semana, mais precisamente amanhã, começam as consultas com os especialistas, no próprio Centro de Atendimento.


Essa semana me abalou um pouquinho. Uma hora está tudo bem, de repente você ouve: atraso de fala, atraso de desevolvimento psicomotor, hipotonia facial, hormônio do crescimento abaixo dos valores de referência, anemia e verminose. Ufa... achei que não ia acabar de ouvir diagnósticos...

Tudo bem, agora é só começar os exames, consultas e tratamentos. Amanhã temos oftalmo, vamos ver o estrabismo da Betiriz. A outra oftalmo disse que o estrabismo dela irá se curar sozinho e que não é preciso fazer nada porque ela é só estrábica quando olha para cima. Ela pediu para não fazermos ela olhar para cima que tudo certo. Me digam como fazer um bebê que está engatinhando ou andando com a cabeça a mais de um metro da sua não olhar para cima para ver você... E vamos ver o que o oftalmo de amanhã diz... Eu volto aqui para contar.

beijos!!!