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22 de mai. de 2013

E a cirurgia da Beatriz foi... um sucesso!!!



Sim, o resultado foi maravilhoso, melhor do que o esperado e tudo que nós desejávamos. Dois dias depois ela falou ‘papai’ pela primeira vez. Nenhuma palavra dita antes pelas meninas foi tão emocionante quanto essa. Nem a primeira, nem ‘mamãe’. Não pelo significado estrito da palavra. ‘Papai’* foi a palavra da superação, da vitória, da permissão de um futuro normal e digno para a minha filha, para as minhas filhas, para nós todos.


E depois veio ‘vovó’ e não ‘bobó’, ‘pato’ e não ‘akto’... e todo um universo de palavras maravilhosas de se ouvir. Veio também a imitação entre as duas, agora não temos mais a Carol que fala como um bebê normal e não tem outro bebê para imitar, agora temos dois bebês com fala normal que se imitam, se entendem, se corrigem (quem tem gêmeos provavelmente sabe do que estou falando).


Mas temos algo que eu nem imaginei que não tínhamos. Temos duas filhas felizes. A felicidade das duas está interligada (é mágico, e angustiante tendo agora minha experiência). A Beatriz era infeliz por não conseguir falar e a Carol era infeliz por sua irmã não conseguir falar. Não era algo que eu tinha notado ANTES da cirurgia. Notamos todos DEPOIS da cirurgia. Virou assunto de conversa e de observação entre a família. A Bê se libertou, se tornou uma criança mais leve, segura, risonha. FELIZ. Hoje ela gargalha, ela vem correndo e sorrindo, nos enche de beijos... ela era bem retraída, ria baixinho... É impossível não associar a felicidade dela(s) com o resultado da cirurgia, junto com ‘papai’ vieram as gargalhadas. Não era um traço da personalidade dela, era um traço da limitação dela. Como pode um bebê sofrer assim? Mas pode, eu sei, eu vi, eu chorei de tristeza por perceber isso e sorrio cada dia mais por saber que isso é passado. E torço para que essa memória vá-se embora junto com o abençoado esquecimento infantil.


Tem tantas coisas que eu gostaria de comentar sobre a cirurgia... detalhes técnicos do pré e do pós-operatório... como ela reagiu, como nós reagimos... a alimentação, o dengo... o ‘sumiço’ das disfunções de fala... Mas quem sabe em outro momento? Eu demorei MESES para dar esse retorno, talvez uma hora eu pare e escreva exatamente sobre a nossa experiência.


Eu lamento, do mais profundo possível do meu coração, não termos descoberto a fissura de palato antes. Certas dificuldades teriam sido superadas mais facilmente, outras teriam ao menos sido explicadas, determinados sofrimentos não teriam existido... Mas agradeço todos os dias por termos descoberto a tempo de corrigir com a possibilidade de não haver sequelas. Pela Gisela, fono do CRAID, por ter surgido nas nossas vidas, por ter desconfiado mesmo sem saber reconhecer fissuras de palato submucosa. Pela Mônica, dona do Blog Pequenos Guerreiros, por ter postado sobre o CRAID, por manter o blog, por acreditar que pode fazer a diferença e POR TER FEITO. Pelo trabalho sem igual do Dr. Marco Aurélio Gamborgi, cirurgião plástico, que entregou à minha filha a FELICIDADE. Pela vida, por ter me ensinado o que é amor, o que é superação, o que é comemorá-la dia após dia. Por todos que acreditaram, que torceram.


E vamos superando, passo a passo. O que não dá para mudar, adapta-se. O que dá para mudar, corrige-se. Com mais leveza. Com mais alegria. Com mais FELICIDADE.




*Porque a palavra ‘papai’? Pessoas com fissura de palato podem ou não ter disfunções de fala. A Beatriz tinha. Disfunção velo faríngea e articulação compensatória. ‘Papai’ foi a primeira palavra que ela disse normalmente depois da cirurgia.

Basicamente é isso: Conhecemos a disfunção velo faríngea como ser fanho, o ar sai pelo nariz, por conta da fissura a pessoa não consegue fazer ou ter pressão do ar na boca. Sons como do ‘p’ e do ‘v’ podem se tornar impossíveis de serem feitos. A Bê chamava o pai de ‘não mamãe’, de tanto dizermos à ela que era ‘papai e não mamãe’ (como muitos bebês ela chamava os dois de mamãe, isso é normal, chamam-se avós e outros cuidadores assim também). Ora, para bom entendedor de português (bebês filhos de falantes de português são ótimos), aquele ‘e’ na frase pode ser uma conjunção. Ela entendia como ‘filha, o nome dele é papai E não mamãe’ e não como ‘o nome dele é papai, não mamãe, como você vem falando’. Depois da cirurgia, quando ela finalmente conseguia falar como nós, não-fissurados, ela decidiu usar o outro nome dele, ‘papai’, como outras pessoas também falavam, inclusive a irmã gêmea.

Já a articulação compensatória é menos conhecida por nós mortais, provavelmente você já ouviu alguém falando assim, não entendeu patavinas do que ela disse, mas chegou à conclusão que ela tem algum problema. Deficientes auditivos e pessoas com fissura costumam ter essa disfunção. A fala sai com soquinhos e raspadinhos feitos pela garganta e entende-los pode ser muito difícil ou até mesmo impossível para quem não convive com a pessoa e até mesmo para os cuidadores habituais. Eu entendia algumas das palavras que a Bê falava, mas nem de longe todas. Talvez se ela continuasse com a disfunção em algum momento eu aprendesse o significado de cada barulhinho que ela fazia. Mas era extremamente frustrante. Para todos nós que convivemos com ela e particularmente, óbvio, para ela. Ela falava, falava, repetia e não entendíamos o que ela queria. Ela começou a falar cada vez menos, usar apenas palavras que conseguia falar (palavras com ‘m’, ‘n’ e vogais), apontar e gritar. Eu chorava pensando no futuro dela, em como ela iria lidar emocionalmente com essa dificuldade, em como as duas irmãs gêmeas iriam lidar com essa disfunção. Começamos a pensar seriamente em educa-las em casa o máximo possível, para não jogá-la tão cedo no mundo cruel das crianças na escola. Mas a cirurgia corrigiu isso também, imediatamente ela parou de fazer os barulhinhos. Ela fala ‘pato’ ao invés de ‘akto’. Fala ‘Caól’ ao invés de ‘Kagl” (para Carol).
 

1 de fev. de 2013

E então, a cirurgia

A cirurgia da fissura de palato da Bê vai ser amanhã pela manhã.

Lá se vão 1 ano e 9 meses desde que elas nasceram, muito desespero por conta do refluxo "inexplicável", 8 meses do diagnóstico de fissura de palato submucosa e uma grande batalha para engordar e poder operar.

Minha bonequinha está com aproximadamente 8 quilos, muito pouco para alguém da idade dela, mas uma vitória enorme para quem nasceu com 1,600 kg, que com 1 ano e 2 meses pesava 6,600 kg e tinha previsão de alcançar 8 kg com 2 anos e meio.

Estou ansiosa por amanhã, mas confiante de que tudo dará certo.

Pretendo voltar aqui logo para contar como foi... rsss

beijos!!!!

23 de nov. de 2012

E o resultado é.... 46,XX!

Sim, sim! 46, XX!!! Todos os cromossomos(46), menininha(XX)!

Vamos recapitular?

  • Primeiro ultrassom: mamãe, não fique feliz, talvez o segundo embrião não se desenvolva, porque está menor e pode estar regredindo.
  • Segundo ultrassom: tem um probleminha no ducto venoso do embrião 2, fluxo reverso presente. Recomendação de amniocentese, neguei.
  • Terceiro ultrassom: a placenta do feto 2 está afilada e o crescimento está abaixo de 3° percentil. Nova recomendação de aminiocentese, negado e não se fala mais nisso! 
  • Quarto ultrassom: bem, está tudo igual ao ultrassom anterior. 
  • Quinto ultrassom: F2 com placenta afilada, crescimento abaixo 3° perc., artéria umbilical única e osso nasal hipoplásico. 
  • Sexto ultrassom: ecocardiograma fetal normal. 
  • Sétimo ultrassom: mantém os achados, menos o osso nasal que está normal, mais maturidade precoce da placenta e resistência limítrofe da artéria umbilical. 
  • Oitavo ultrassom: está tudo igual ao anterior + placenta de F1 também mais madura. 
  • Nono ultrassom (03/05/2011): placentas adequadas à idade gestacional e fluxo umbilical normal para F2 (o melhor ultrassom de todos, com expectativas da ultrassonografista de mais 2 semanas de gestação) 
  • Consulta com GO e mamãe entrando em trabalho de parto. Ao invés de 2 semanas a mais, só um dia... 
  • 04/05/2011: 17:30h Carol 2,480 kg 47 cm apgar 8/9; 17:31h Beatriz 1,630kg 38 cm apgar 4/8. (35 semanas e 5 dias) 
  • 20/05/2011: alta da Bê da UTI - sem nenhuma intercorrência, apenas constando hemangioma na região sacra, dois hemangiomas de face e que ela foi bebê PIG. 
  • 21/05/2012: primeira consulta com pediatra, encontrados espinha bífida oculta, úvula bífida, falta de unha do mindinho do pé, hemangioma vinho do porto na nuca (engraçado não terem visto isso na UTI até um dia antes...) 
  • ao longo do primeiro ano: dificuldade para mamar, dificuldade de ganho de peso, refluxo nasal, desenvolvimento cognitivo e motor adequado mas limítrofe, estrabismo, pés um levemente tortinhos, pescoço curto. 
  • Com 12 meses: hormônios do crescimento um pouco abaixo do normal (tanto Beatriz quanto Carol) 
  • Com 13 meses: fissura de palato submucosa. 
  • Com 17 meses: sopro no coração. 
  • E agora com 18 meses cariótipo - banda G resolução de 400 bandas, sangue periférico - normal. 
  • No meio de tudo isso, oftalmo garante que o estrabismo não tem maiores problemas, é só ela não olhar para cima. Fono diz que a cavidade oral dela é normal. Neuro afirma que ela tem ADPM, atraso de fala e hipotonia facial.
  • E mais alguns detalhes que agora me fugiram... mas acho que detalhes mesmo...

Ainda faltam consultas com ortopedista, outro oftalmo e fazer exame de audiometria. E ir no centro especializado em fissurados... Mas é tão difícil pro coraçãozinho da gente ir nos médicos... Eu tenho que criar coragem de novo...

Ok, já estou bem mais tranquila com o resultado do cariótipo. Mas ainda falta entender o porquê, se é que existe um porquê... Não só por ela, é óbvio, mas também gostaria de saber sobre a possibilidade de recorrência numa futura gestação ou na de alguém da família....

Agora, aquele motivo pelo qual nós compartilhamos nossas experiências por aqui... Alguma outra mãe na mesma situação???? Situação parecida, diferente...

beijos a todos(as)!!!!



2 de ago. de 2012

Uma coisa a menos, minha gente!

Hoje fomos fazer o deglutograma da Beatriz. Ok, não foi esse o nome que a fono usou, mas tenho certeza que são a mesma coisa. É um exame de raio-X contínuo ('filmando', imaginem uma ecografia, só que com raio-X). A idéia do exame é ver se a pessoa tem alguma má-formação ou alguma coisa impedindo ou dificultando a deglutição. A primeira fono em que levamos a Bê tinha pedido esse exame também, mas acabamos não conseguindo fazer. Tudo tem seu motivo! (já explico porque). A fono (carinhosamente chamada por mim de tia Gi) achava que a Beatriz podia ter alguma outra má-formação associada na garganta. Afinal quem tem uma, duas, três coisas, pode ter mais, né? Mas NÃO! Nossa princesinha não tem nenhuma má-formação na faringe, esôfago e estômago! (ou pelo menos nada que atrapalhe) Uhuuuuuu!!!! Depois de uma enxurrada de más notícias estávamos precisando de uma boa! Chorei dessa vez também, mas agora foi de alegria!

Em tempo: porque tudo tem seu motivo? Bem, essa fono havia dito que não costumava atender bebês, menos ainda com as dificuldades que a Bê apresenta. Se ela tivesse feito o exame eu acharia que tudo estava dentro dos conformes e talvez não tivesse procurado o CRAID, descoberto a fissura agora e tals. Porque ainda que a desculpa para ir lá tenha sido a recomendação de consultar um neuro com 1 ano, eu estava era doida atrás de um diagnóstico para o refluxo nasal. E sabia que o CRAID tinha fono... entenderam?

Depois da ex-ce-len-te notícia, tchau!

6 de jul. de 2012

Temos um diagnóstico!

Pois é. Depois de 1 ano, 2 meses e 1 dia enfim temos um diagnóstico para a minha pequena Beatriz.

Sim, ela tem Fissura Palato Submucosa.

Sim, já chorei. E chorei. E chorei. Tá, comecei a chorar agora.

O otorrino avaliou o céu da boca dela, depois de ouvir todo o histórico da Bê e confirmou a fenda. Não é a especialidade dele, então nos encaminhou a outro médico, que segundo ele é super renomado. E atende por um dos nossos planos de saúde. (quando as meninas nasceram decidimos fazer para elas tanto o plano da minha empresa, quanto o do Marcelo. Já tivemos oportunidades de perceber que foi uma ótima escolha)

O médico também disse que ela desenvolveu rinite crônica pelo contato frequente com alimentos no narizinho. E vamos tratar!

É isso gente. É só um post informativo. 

beijos a todos!!!!





22 de jun. de 2012

Fissura de Palato Submucosa

Então pessoas, sempre que alguém me diz alguma coisa sobre as meninas, lá vou eu correr de pesquisar. Acho a ignorância ou a vontade de permanecer nela o pior dos malefícios. Informação é tudo! Faz a diferença, muda vidas ou altera rumos. Se eu não frequentasse blogs sobre prematuridade e em um desses blogs uma mãe maravilhosa não tivesse postado a informação da existência do CRAID, ainda que quando ela conheceu já não precisasse, não teríamos levado as bonequinhas lá e eu ficaria quanto mais tempo sem respostas e apoio???

Bem, eu já tinha insistido com a tia Eliane que queria porque queria levar a Beatriz em uma fono. Ela deu o encaminhamento e lá fomos nós em uma fono do plano de saúde. Dei todo o histórico da Bê e ela foi honesta, não costumava atender bebês, menos ainda com as reclamações com que chegamos e não sabia como lidar... Nos recomendou fazer um deglutograma, mas achou que não era nada demais. E que a Bê não precisava de acompanhamento. Claro que fiquei insatisfeita. Mas ia fazer o que? Pelo plano íamos ser encaminhadas à ela, no particular não dava... Guardei minha insatisfação e meu medo no fundo do coração e segui em frente. Quando tivemos a consulta com a equipe de terapia no CRAID uma luz surgiu no fim do túnel. Encontrei alguém que reconheceu nos sintomas da Beatriz algo de errado, como meu coração sempre GRITOU.

Parentesis: Nunca, nunca desejei que qualquer uma das duas apresentasse alguma disfunção. Sempre que desconfiei de algo alguém virava para mim e dizia "É normal" "Você está se preocupando à toa" "Pare de caçar problemas"... E até agora tudo com o que me preocupei vem se mostrando realmente algo fora do normal ou normal, mas que realmente existe. Exemplo: quando a Bê era pitica eu teimei que os pézinhos eram tortos. Lá veio a enxurrada dizendo que 'não! é normal! pés de bebês são assim!'. Bem, a fisio disse que os pézinhos dela são tortinhos, acha que não é nada demais, mas encaminhou para um ortopedista. E aí? Eu estava errada e paranóica? Não, né?

Então. Fui contando tudo que me lembrei sobre a Bê. A úvula mal formada, o refluxo nasal, a dificuldade de mamar, a dificuldade de mastigar, o retorno de pedaços de alimento pelo nariz, a dificuldade de comer com a colher. A fono fez uma análise da boquinha dela e confirmou a úvula mal formada, aparentemente hipoplásica. Pediu o deglutograma, que ela acompanha, no HC. Disse que vai dar prioridade para minha polaquete, portanto não vai demorar muito para fazermos o exame. E eu ouvi o título do post. Fissura de Palato Submucosa (FPSM). Não é um diagnóstico fechado, é uma suspeita e um início de investigação. Já marcamos um otorrino para uma avaliação do palato. E tendo ela ou não a fissura, precisa de acompanhamento semanal com a fono. Segundo ela a fala não parece a de um fissurado, mas a fenda pode ser pequena e não estar afetando a voz. Até que confirmemos ou descartemos, nada de mamar deitada, pois pessoas com FPSM podem não ter o canal para o ouvido fechado e apresentar otites de repetição. Se a Bê já teve otite foi assintomática. Preciso marcar logo uma audiometria, para avaliar a capacidade auditiva dela.

Óbeveo que fui futucar na internet sobre a FPSM. Dizer que não gostei do que vi é meia verdade. Gostar não gostei, mas foi assustador perceber que a pitiquinha apresenta vários sinais clássicos. A úvula, o refluxo nasal, a dificuldade para pegar o seio, a dificuldade com bicos de mamadeira, a dificuldade de engordar, a necessidade de arrotar diversas vezes durante a mamada, mamadas de duração muito longa (de até 40, 50 minutos), mamada longa e de menos leite do que o esperado para a idade, necessidade de mamar sentada para evitar o retorno de leite, dificuldade de comer pedaços, retorno de pedaços de comida pelo nariz. Ufa, acho que é isso.

E eu ainda enfiei o dedo na boquinha das duas para sentir o palato. O da Carol é abobadado, certinho. O da Bê eu senti um 'V' mole no meio do céu da boca... Aff... não sei se devia ter feito isso. A FPSM tem como outro sinal visual um 'V'... Aí lá vou ficar eu até o dia da consulta com o otorrino me sentindo uma doida tendo certeza do diagnóstico... 

E agora, nesse misto de alívio, medo, insegurança, estou me sentindo profundamente triste pelo sofrimento da minha filha e do meu, do pai, por tudo que estamos passando desde o nascimento. O quanto sofremos com o refluxo da Bê e com a pouca quantidade de mamá que ela ingeria e como seria diferente se alguém tivesse percebido antes... Se alguém tivesse qualquer experiência com FPSM... Ainda assim, se for confirmado, é cedo para o tratamento.

E... torcida para que não seja isso, minha gente! Que seja algo mais simples!!!

beijos a todos!

Olá!!! Que saudades!!!!

Pessoas, mil perdões. A vida está corrida! Vamos resumir o último mês?

Festa de aniversário: Foi tudo maravilhoso! As meninas estavam um pouco chatinhas, por conta de um resfriado com muita coriza e febre na semana anterior. Não aproveitaram muito, mas sem problemas, terão muuuuitos aniversários a comemorar e aproveitar!!! A emoção ficou por conta da presença massiva de avós. Três bisavôs e os 4 avós. Mais uma bisadrasta, duas vósdrastas e um vôdrasto. Ficaram faltando duas bisas e um vôdrasto. Confiram a foto!!!

Andar: Carol começou a dar seus lindos passinhos!!! Dia 11/06. Deu um passo para a mamãe. No dia seguinte um para ir de uma cadeira à outra. No sábado deu uns 6 passinhos para chegar na Beatriz. Caía, levantava, andava e caía de novo... rsss Mas chegou até a Bê! Percebemos que ela anda mais se ela não percebe o que está fazendo. Se pedirmos para andar ela trava e cai de bunda... Então a estimulação é ficar quietinho.... rsss A Beatriz aprendeu a se levantar sem apoio e já consegue ficar mais de um minuto paradinha sem ajuda. Daqui a pouco começa a andar também! A Carol levou umas boas duas semanas para dar seu primeiro passo depois de aprender a ficar sozinha em pé....

Desmame: demorou cerca de dois meses, com algumas recaídas, mas consegui desmamar a Carol. Ela já tinha passado algumas noites sem mamar no peito, quando dormia na casa da vó Margareth, acho que isso foi fundamental para ela não morrer sem mamar comigo... rsss O primeiro passo, na verdade, foi dado por um 'erro' da escolinha... Mandaram o bico de mamadeira errado para casa, o delas era o n°3 e enviaram o nº2. E não é que a menina mamou melhor no 2? Acho que no 3 ia muito leite e no peito não sai tanto leite assim... Fingi que não vi o 'erro' e fiquei com o bico em casa mais duas semanas... E a Carol começou a aceitar a mamadeira e a mamar muuuito bem! Agora já consegue mamar no bico 3, com um pouco de dificuldade, mas vai... E finalmente, no dia 11/06 eu ofereci o peito pela última vez. E levei uma bela de uma mordida! No dia 11 ela não mamou no peito para dormir, mas mamou de madrugada. No dia 12 eu resolvi que ela não iria receber o seio. Mamou bem na mamadeira e de madrugada aceitou a dedê também. Não reclamou nem nada. Pensei: uhuuuuu! vai ser uma maravilha! 
Não foi não... rssss as próximas 3 noites foram em difíceis.... ela chorava, se debatia, não queria dormir de jeito nenhum e me deu bailes de madrugada. Mas enfim deu certo! Já faz duas noites que ela dorme a noite inteira!!! Tá, ontem ela acordou, mas foi só abraçar ela que voltou a dormir! Para quem estava acordando de 1h em 1h para ficar chupetando no seio até 12 dias atrás, que avanço!!!

Consultas médicas: na pediatra não fomos nesse mês, só mês que vem. Fomos no CRAID para a primeira consulta com a equipe de terapia: fonoaudióloga, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. 

Carol: perfeito! Retorno em setembro, só para acompanhamento.

Beatriz: na parte motora fina e capacidade de brincar, tudo ok! Alívio geral da nação! rsssss Na parte de andar também, a estimulação em casa está surtindo efeito. A fisio só achou que os pézinhos viram um pouco para fora e encaminhou para um ortopedista, marcado para fins de julho. Mas disse não acreditar que seja algo grave ou mesmo que precise de correção. Ótimo, coração de mamãe aliviado. Já tinha teimado com esses pézinhos mas, como sempre, todo mundo me disse que era normal... Acompanhamento mensal na fisioterapia.
Já o retorno com a fono foi diferente... ela ficou realmente preocupada com a Bê... não gostou nada quando disse que ela tinha refluxo nasal e dificuldades de deglutição. Encaminhou minha pequena para um otorrino e com a fono vamos fazer um exame de raio-X (deglutograma, se não me engano) para avaliar a deglutição dela. A partir do histórico da Bê ela desconfiou de uma fenda palatina e agora é isso que vamos pesquisar. Mas o coração da mamãe aqui acha que pode ser realmente isso... Vou fazer um post especial sobre fissura de palato, para não encher muito aqui... O tratamento com a fono vai ser semanal. Eu sabia que não era paranóia minha. Realmente tinha algo com a minha Beatriz...

E por enquanto é isso gente... vou ver se consigo postar pelo menos uma vez por semana, senão não adianta ter blog, certo?

beijos!!!!







Carol no dia das mães


Beatriz no dia das mães


Ól e Bê com a mamãe!


Feliz aniversário das polaquetes ruivetes da mamãe e do papai


Coleção de avós!!!!

Ju, passe o mouse nas fotos... rssss